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PME: O que esperar para 2017 e como se preparar

2017 chegou! E agora, o que nos aguarda?

Para muitos empreendedores o ano de 2016 foi muito difícil com instabilidades econômicas e políticas, a queda do consumo e até a saída de um Presidente. Isso tudo afetou os negócios em 2016.

Isso sem falar nas mudanças de regras fiscais com os Governos tentando arrecadar cada vez mais. Houveram mudanças importantes nas regras do ICMS Interestadual, mudanças na Desoneração da Folha de Pagamento e o fim de diversos incentivos.

Alguns dizem que o ano foi tão atípico, que até separações improváveis aconteceram, como a dos casais Angelina Jolie e Brad Pit e Fátima Bernardes e William Bonner que ocorreram de forma inesperada.

Brincadeiras à parte, para você ter sucesso em 2017 é preciso ficar atento aos cenários e mudanças que estão por vir e se preparar para aproveitar o momento.

1- Cenário Econômico

Em 2017 o cenário econômico deve ser movimentado. O Governo está atento a queda da atividade econômica e os seus efeitos no emprego e renda, e por isso deve adotar uma postura mais ativa na política econômica.

Queda da inflação

Em 2016 a inflação oficial fechou em 6,29%, dentro da meta do governo que teve teto em 6,5%.

A inflação afeta demais os negócios na PME. Sem a estabilidade de preços o empreendedor não consegue fazer um plano adequado, e é afetado pela pressão de custos, muitas vezes sem conseguir repassar para o consumidor esses ajustes e consequentemente caindo a lucratividade do negócio.

>> O que fazer

  • Revisão dos estoques

Aproveite o momento de estabilidade da inflação para rever os estoques. Com uma situação mais estável analise a necessidade de fazer grandes compras para “travar o custo”. Estoques altos além de custar para a empresa, prejudicam a geração de caixa.

  • Ajuste a precificação

Na ponta do preço, é o momento certo para analisar as finanças e adequar a precificação com a recuperação da margem de lucro. Analise suas finanças e verifique se o preço praticado está adequado ao negócio.

Queda dos juros

A queda na inflação está possibilitando ao governo adequar a taxa de juros da economia através da SELIC. Ainda temos a maior taxa de juros do mundo, mais as adequações vão possibilitar uma economia as PMEs.

O atual Presidente, Temer, em declarações inclusive já sinalizou que a taxa de juros básicas podem cair abaixo de 10%. Isso com certeza irá estimular a economia.

>> O que fazer

  • Ajuste empréstimos contratados

O efeito não é imediato, mas com a queda dos juros básicos, os juros cobrados pelos Bancos tendem a cair.

É importante levantar as atuais dívidas com Bancos, verificar a sua condição de juros, e se for o caso renegociá-las.

Uma estratégia adotada com bastante sucesso, é agrupar dívidas diversas em uma única renegociação. Analise com calma os valores e impactos de uma mudança.

  • Analise as linhas para investimento

Uma ótima estratégia é com certeza analisar as linhas para investimento. Em alguns Bancos, principalmente nos públicos há linha especificas com juros menores para investimentos de Capital.

Isso ajudará a liberar seus recursos de investimento para o giro da empresa além de facilitar o crescimento.

  • Financiamento de compras

A queda dos juros também estimulará o consumo, principalmente de itens com maior valor agregado que precisam de financiamento.

Fique atento as condições comerciais de sua empresa para aproveitar este estímulo. Recentemente o governo aprovou a diferenciação de valor por meio de pagamento, algo que não era legal. Verifique suas condições comerciais, o custo de cada opção e como estimular o consumo.

Recuperação da Economia

Embora o governo sinalize essas mudanças e haja mudanças nas políticas econômicas a comunicação entre a ação e a reação (crescimento econômico) é lenta.

A expectativa de economistas é que as ações que se iniciaram esse início do ano, como estabilidade inflacionária e queda dos juros somente tenha efeitos visíveis no último trimestre do ano.

>> O que fazer

Reveja seu planejamento estratégico e metas para 2017. Será importante ter ações efetivas que levem a empresa crescer. Analise elementos que possam aumentar sua receita, como ampliação de canais e de produtos/serviços oferecidos. Será importante também tomar ações de marketing para estimular a venda com consumidores e não consumidores de sua empresa.

2. Reformas no Congresso

O governo já encaminhou as principais reformas para o Congresso, entre elas a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência. O Governo tem sinalizado com cautela mudanças nas políticas fiscais, afinal não aguentamos mais pagar tantos tributos.

O ano de 2016 encerrou com a Revisão tão esperada do Simples Nacional, sendo os principais efeitos em 2018. O que precisamos ficar atentos é a unificação do PIS e COFINS, que de acordo com o texto em tramitação vai prejudicar as empresas de serviços com aumento de tributos. É bom ficar atento!

Reforma trabalhista

A reforma trabalhista vem em bom momento. Podemos dizer que ela tem elementos que o setor empresarial sempre solicitou.

Os pontos mais importantes dela é dar maior importância do negociado sobre o legislado, ou seja, dar liberdade realmente para negociações entre patrões e empregados.

Nesse ponto o instrumento é a Convenção Coletiva Sindical.

O outro ponto importante é uma revisão dos formatos de contratação dando maior liberdade para os contratos com períodos menores do que as 44 horas semanais.

Isso facilitará a contratação de funcionários para aquelas atividades extraordinárias além de ajudar nas empresas que atuam com escala. Pelo proposto, será possível contratar funcionários para atuar somente 1 dia na semana, por exemplo. Isso com certeza facilitará a vida de empreendedores e empregados.

Nesse ponto é importante acompanhar, pois os temas serão ainda amplamente discutidos no Congresso até a sua aprovação.

Unificação do PIS Cofins

Embora evite falar de aumento de impostos no Governo, há uma matéria em discussão e aprovação que pode mudar a vida dos empreendedores de serviços.

Embora qualquer coisa que menciona unificação de tributos e obrigações soe bem para os empresários, essa unificação não vem somente com o lado bom.

Na proposta, deixa de existir a incidência cumulativa para se tornar não cumulativa, ou seja, com a possibilidade de descontar os créditos de impostos dos insumos adquiridos. Porém com isso a alíquota passaria dos 3,65% para 9,25% (Pis de 0,65% para 1,65% e a Cofins de 3% para 7,6%).

O principal prejudicado é o setor de serviços, pois no custo existem poucos ou nenhum insumo, portanto o que acorrerá claramente é um aumento da tributação.

3. Esteja preparado em 2017

Como você pode perceber, 2017 é um ano que deverá ser agitado tanto quanto 2016. A diferença é que existe uma expectativa positiva que irá diferenciar os dois anos. Mudanças tendem ocorrer e o sucesso de seu empreendimento depende do seu preparo e ação. Se dedique e construa um 2017 promissor.

Deixe o seu comentário! Ou se preferir, mande uma mensagem que teremos o maior prazer em responder!

Continue acompanhando o nosso Blog neste ano, teremos muitas novidades. Compartilhe nas redes sociais e ajude a outros empreendedores como você!

Até a próxima!

Como trocar o contador da sua empresa (Passo a Passo)

 

A relação entre o Contador e o Empresário é uma das mais antigas e importantes do mundo dos negócios. Afinal é o contador que cuida da maior parte das obrigações com o fisco e mantém a regularidade de sua empresa.

O contador tende a ser um grande parceiro do empresário, até por que muitas vezes é o profissional de gestão mais próximo do empreendedor.

Porém, pode chegar um momento que o atual prestador não atenda todas as suas expectativas e você precise trocar o contador.

É um direito seu escolher o escritório contábil que atenderá a sua empresa se não estiver satisfeito. E este post vai detalhar como conduzir essa mudança para que não gere problemas a você e a sua empresa.

Trocar o contador – como cuidar disso

Trocar o contador é bastante simples. Isso somente irá requerer atenção, até por estarmos falando de algo tão importante para o empresário.

Normalmente a relação entre profissionais contábeis e escritórios é bastante amigável e profissional. Então você não vai se ver em uma briga entre leões e aquelas cenas de desacordo.

Até para evitar que isso ocorra o Conselho Federal de Contabilidade dá a sua contribuição através da Resolução 987/2003. Nela está estabelecido que a responsabilidade técnica será regulada pelo Contrato (novo profissional) e pelo Distrato (antigo profissional).

Mas além destes documentos, é preciso cuidar de alguns passos nessa passagem de bastão, vamos a eles.

O que fazer – Com o antigo contador

Independentemente do que tenha motivado a troca de escritório, é muito importante tratar com profissionalismo essa mudança. Lembre-se que até aqui é o antigo contador que está realizando todas obrigações de sua empresa. Além disso ele detém de um grande conhecimento sobre o seu negócio.

Vamos aos principais passos para cuidar disso da forma adequada:

1º Leia o Contrato de Prestação de Serviços

Sempre indico a todos, antes de trocar de contador e assinar o novo contrato, a ler contrato atual.

Na maioria deles há cláusulas que determinam as formas de rescisão impondo a necessidade de aviso prévio ou ainda de multa.

Verifique esses prazos para determinar corretamente a comunicação e o efetivo termino da relação.

2º Comunique sobre a mudança

Passo importante é a comunicação prévia da mudança e qual será o último mês dos serviços prestados.

Essa comunicação pode ser feita por e-mail. Garanta que ela tenha chegado à pessoa correta no escritório, solicitando um retorno avisando o recebimento.

É preciso que essa comunicação contenha:

  1. Informação clara de desistência do serviço;
  2. A data até quando será prestado o serviço;
  3. O novo profissional que irá prestar os serviços;
  4. E a solicitação de informações sobre os documentos da empresa, distrato e informações relevantes.

Para ajudar, segue abaixo um modelo simplificado:

“Olá,

Gostaria de comunicar que a partir do mês [INSERIR MÊS/ANO], irei transferir a contabilidade da empresa [NOME DA SUA EMPRESA] para outro escritório.

Gostaria de autorizar e pedir a gentileza de informar e repassar toda a documentação para a empresa [NOME DO NOVO ESCRITÓRIO] bem como de toda e qualquer informação relevante para a prestação dos serviços.

Também gostaria de me informar sobre a data para retirada das documentações e livros contábeis em seu escritório e assinatura do distrato da prestação de serviços.

Favor confirmar o recebimento deste e-mail.

Qualquer dúvida estou à disposição.

Atenciosamente,”

3º Leia e Assine o Distrato dos Serviços

Assim que o antigo contador enviar o Distrato de Prestação de Serviços, leia ele com atenção.

Nele estarão informações sobre as obrigações realizadas, a entrega dos documentos, e principalmente, quais obrigações o escritório ainda será responsável considerando a competência dos serviços.

É isso mesmo! Mesmo após o contrato finalizado, podem existir obrigações que serão enviadas pelo antigo profissional. Isso pois existem obrigações a serem enviadas do período de quando o escritório ainda possuía responsabilidade técnica.

Um exemplo disso é a Escrituração Contábil Digital (ECD). A obrigação enviada em determinado ano é referente as informações do ano anterior. Nesse caso, a declaração pode até ser entregue pelos dois profissionais (cada um de acordo com o período que atendeu a empresa).

É necessário dessa forma manter as procurações ativas até o fim da entrega dessas obrigações.

Bem, se tiver dúvidas neste ponto, converse com o novo profissional, ele poderá explicar quais obrigações ainda recai sobre o antigo profissional.

O que fazer – Com o novo contador

Imagino que você já tenha fechado o negócio com o novo contador. Apesar disso, seguem alguns pontos importantes nesta nova relação a serem observadas.

1º Contrato de Prestação de Serviços

Assim como a responsabilidade técnica do antigo contador é marcada pelo Distrato, a sua nova relação com o Escritório depende do Contrato.

Caso o Escritório não envie o documento, solicite ao contador, pois ele é que garantirá que os serviços serão prestados conforme negociado.

2º Solicite um levantamento de regularidade

Isso já é de praxe na Capital Social Contabilidade!

Assim que se inicia um novo cliente fazemos uma verificação de regularidade da empresa.

Desta forma é possível já sinalizar ao empresário alguma questão que possa implicar em penalidade e ônus ao empresário referente a eventos passados.

Solicite esse levantamento ao seu novo contador.

3º Entregue todas as informações necessárias

Para iniciar a entrega das obrigações e executar os serviços contábeis, o novo contador precisará de informações passadas.

Garanta que todas as informações solicitadas, como documentos da empresa, livros contábeis e senhas/procurações sejam entregues da forma adequada.

Aqui vale a pena lembrar de encaminhar qualquer informação relevantes para os serviços como a existência de débitos e parcelamento, pedidos de compensação e processos administrativos em andamento.

Sobre a troca de responsabilidade técnica do contador

Conforme você pode observar, os documentos importantes para determinar aonde terminam e começam a responsabilidade de um contador é o contrato e o distrato de prestação de serviço.

Cuide bem desses documentso, principalmente no que se relaciona as datas. Para não ficar sem contador na sua empresa combine o início exatamente com o fim do distrato.

Garanta também que os documentos e informações fluam entre os prestadores. Se tiver dificuldades, peça ajuda ao novo escritório, este com certeza irá contribuir para que você não tenha problemas em sua empresa.

E você pensa em trocar os serviços de contabilidade de sua empresa? Entre em contato com um consultor da Capital Social Contabilidade e descubra o que podemos fazer para o seu negócio.

Planejamento tributário: como fazer o da sua empresa

O Planejamento Tributário é algo que incomoda a muita gente.

A legislação é complexa, existem uma série de senões e custa muito ao empresário. Isso seja com relação aos tributos que normalmente representam 1/3 das receitas, seja em escolher uma equipe de apoio adequada.

Mas não fazer e não encarar esses desafios é pior, pode-se perder vendas pela falta de competitividade e ainda estar pagando mais tributos do que deveria.

Se essa é uma causa sua, e você precisa de informação, siga a gente nesta jornada lendo este post…

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Conheça as vantagens e desvantagens do Lucro Presumido e do Lucro Real

Sua empresa deixou o Simples Nacional e te indicaram o Lucro Presumido? Acha que este enquadramento é mais indicado? Não conhece as vantagens e desvantagens de outros enquadramentos?

Muitos empresários pensam que após atingir o teto do Simples Nacional o Lucro Presumido é o caminho natural. De certa forma é até verdade, mas nem sempre é o melhor.

Existe o Lucro Real. Ele tem uma complexidade maior sim, mas pode acabar compensando se o seu desafio é reduzir a carga tributária da empresa.

Este desafio, reduzir a carga tributária, deve ser perseguida por todas as empresas. Essa despesa representa cerca de 1/3 das receitas de uma empresa e sua redução pode conferir uma maior competitividade. Essencial para se manter no mercado.

Se interessou pelo tema? Acompanhe as vantagens e desvantagens do Lucro Presumido e do Lucro Real.

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CND: Como não deixar sua (ir)regularidade fiscal prejudicar os negócios

Você já reparou na quantidade de obrigações que as empresas possuem com o Governo. São tantas que é quase impossível ter tudo em boa ordem, não é mesmo?

Mas para que o empresário possa acompanhar essa regularidade, o governo criou um documento chamado Certidão Negativa de Débitos.

Esse documento é tão importante, que a sua falta pode atrapalhar em muito o fechamento de negócios.

Foi o que demonstrou uma pesquisa da PWC com um grupo de grandes empresas. Nela, 92,6% dos entrevistados afirmaram que retardaram ou deixaram de fazer negócios por falta da CND.

Ficou preocupado? Acha que sua empresa pode ter problemas? Não tem certeza se já perdeu negócios por causa da CND?

Acompanhe este post para saber mais.

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7 medidas práticas para a entrada de investidor ou a venda da empresa (siga e não irá se arrepender!)

A decisão da entrada de um investidor ou da venda total da empresa pode ser complicada.

Mas depois de tomada a decisão é preciso cuidar do processo e, principalmente, estar preparado para fazer uma ótima negociação.

Se engana o empreendedor que acha ser um bom negócio vender a empresa em momentos de dificuldade.

Pelo contrário, é preciso adotar uma série de medidas para que ela seja atrativa, tenha bons resultados e esteja regular com as obrigações para que possa ser rapidamente negociada a um preço justo.

Conheça algumas dicas para estar preparado para a negociação.

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Como se manter regularizado como profissional autônomo ou profissional liberal

Abrir uma empresa nem sempre é o melhor caminho quando se exerce uma atividade por conta própria.

As vezes, existe a necessidade de testar o mercado. Ou ainda, os custos de abertura e manutenção de uma empresa estão acima do verificado como um Profissional Autônomo ou Liberal.

Isso acontece com alguns Freelancers, que dividem a atividade por conta própria com outra vinculada a uma empresa.

Mas, mesmo com essa divisão é necessário manter tudo regular para evitar que algo dê errado.

E você, sabe como se manter sua atividade de autônomo regular? Continue lendo e evite problemas com o fisco.

Definição de Profissional Autônomo e de Profissional Liberal

As palavras, Profissional Autônomo e Profissional Liberal são utilizadas para definir uma mesma situação.

Dar nome para aqueles que exercem atividades profissionais sem vínculo empregatício, por conta própria e que, assumam o risco da atividade.

A diferença entre um e o outro é que o Profissional Liberal presta um serviço intelectual que normalmente deve ter registro no conselho de classe.

Isso se aplica por exemplo, a advogados, profissionais da saúde, economistas, contadores e jornalistas.

Como funciona os rendimentos recebidos?

Os rendimentos recebidos por autônomos podem ser ou de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas, certo?

Em cada um deles, há uma diferença com relação a apuração e recolhimento dos tributos.

Nos recebimentos de serviços prestados para pessoas jurídicas, a empresa contratante é responsável pela retenção de IRPF e do INSS.

Fica mais fácil o controle nesses casos. No começo do ano a empresa encaminha o informe de rendimentos para ajudar na preparação do Imposto de Renda.

A dificuldade aumenta quando o recebimento é de Pessoa Física!

Nestes casos, a apuração e o recolhimento são feitos por você, autônomo ou profissional liberal.

Para isso é necessário gerar uma Guia do INSS e preencher o Carne Leão para o IRPF, vamos falar desses assuntos mais abaixo.

Como se manter regular com o fisco

Agora que você já possui uma definição geral do assunto, vamos tratar de como se manter regularizado.

Para isso é necessário cumprir as obrigações na Prefeitura, Conselho de Classe, INSS e na Receita Federal. Vamos a elas:

Faça o cadastro no CCM na Prefeitura

Todos os prestadores de serviços devem estar cadastrados na Prefeitura de sua cidade.

Isso independe se é uma empresa (PJ) ou se é uma pessoa física autônoma (PF).

O cadastro deve ser realizado na Secretária de Finanças, e após ele, o prestador deve passar a recolher o Imposto sobre Serviços (ISS).

Em algumas prefeituras o cadastro garante a isenção deste imposto ou ainda, a sua apuração no formato fixo.

Isso pode ser uma grande vantagem, dependendo do rendimento do profissional.

Registre-se no Conselho de Classe

Fique atento se a sua profissão depende de registro no conselho de classe.

Isso ocorre com muitos profissionais, como os da saúde, advogados, economistas, contadores, psicólogos e jornalistas.

Se sua profissão depende de registro, você precisará verificar se além do registro profissional é necessário habilitar a atividade por conta própria.

Em alguns, como o próprio conselho de contabilidade, exige que além do registro profissional, se faça o registro da atividade liberal.

Normalmente, são cobradas anuidades para esse registro.

Recolha regularmente o seu INSS

Conforme falamos mais acima, quando o serviço é prestado para uma pessoa jurídica, a empresa efetua a retenção do INSS do prestador.

Esse INSS é retido tendo como base de contribuição 11%. Isso ocorre até o teto da previdência social.

Mas caso você preste serviços a outras pessoas físicas, deverá calcular e recolher o INSS como Contribuinte Individual.

Nestes casos, a contribuição passa a ser de 20% sobre os rendimentos, limitado ao teto da previdência.

Existem muitas dúvidas sobre a obrigatoriedade do recolhimento.

Mas sim, é obrigatório. O autônomo não se encaixa nas situações onde o seu recolhimento é facultativo.

Então é muito importante considerar o INSS na hora de observar os rendimentos líquidos.

IR e Carne Leão, em dia com a Receita Federal

Por fim, existe a obrigação com a Receita Federal com o pagamento do Imposto de Renda.

Para todos os rendimentos com pessoas físicas é necessário que o autônomo ou profissional liberal preencham o sistema do carne leão.

Para baixar o programa acesse o link: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/pagamento-do-imposto-de-renda-de-pessoa-fisica/carne-leao

O valor do imposto é calculado com base nas informações de receita, deduzidos a contribuição para o INSS e as despesas decorrentes da atividade.

As alíquotas seguem a tabela progressiva que vai de 15% a 27,5% de acordo com o rendimento.

Orientações sobre as deduções possíveis se encontram no link. http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2015/perguntao/assuntos/deducoes-livro-caixa.htm .

Mas cabe algumas informações úteis:

  • Os comprovantes de deduções devem ser um documento idôneo (NF ou Recibo);
  • Eles devem ter a identificação da despesa e de contratante;
  • Despesas com transporte, como locomoção, combustível ou estacionamento não são admitidas;
  • Assim como investimentos em instalações, que também não são admitidos;
  • Se o local de trabalho for o mesmo da residência, somente 1/5 das despesas com aluguel, agua, energia, telefone e outros relacionados podem ser deduzidas.
  • Se a despesa for superior a receita, esse excesso pode ser deduzido no mês seguinte. Esse excesso de despesas dedutíveis pode ser utilizado até o mês de dezembro.

Guarde todas as informações utilizadas para o carne leão de forma organizada, até a decadência do imposto que é de 5 anos.

Avalie a abertura de uma empresa

Depois de te contar todos os encargos que terá, dependendo do valor do seu rendimento, avalie a abertura de uma empresa. Você poderá economizar com impostos!

Digo isso pois atualmente, muitas atividades estão permitidas no Microempreendedor Individual que possui uma vantagem tributário bastante atrativa. Se o faturamento for superior a R$ 5.000,00 mês você ainda poderá optar pelo Simples Nacional.

Faça todos os cálculos e verifique se é vantagem atuar como PF ou como PJ.

Caso tenha ainda tenha dúvidas sobre os cálculos efetuados, procure um contador, esse profissional além de auxiliar com relação ao enquadramento tributário, poderá te ajudar na correta abertura da empresa.

Gostou das orientações e acha que elas podem ajudar a um amigo seu? Compartilhe este post nas redes sociais

Fluxo de Caixa: 9 dicas para torna-lo mais eficaz (aposto que você não conhecia a 8ª dica!)

Se você já possui um controle de fluxo de caixa em sua empresa, chega um momento que é necessário agir.

É sobre isto que este artigo fala. Como transformar o controle em informação e quais são as dicas para evoluir sobre o assunto.

Lembre-se: A informação somente se torna útil quando gera capacidade de ação e neste texto vamos falar sobre como melhorar a qualidade do seu fluxo financeiro.

Importância do controle de fluxo de caixa

Se você continuou lendo texto entendo que você já possui algum controle financeiro e pretende avançar para o fluxo de caixa.

Mas somente para recapitular, preciso mencionar sobre a importância deste instrumento, pois é a ferramenta mais simples de controle, planejamento e organização das finanças de uma empresa.

O acompanhamento do fluxo de caixa é essencial, mas dar o próximo passo é importante, analisar e fazer uma gestão ativa para melhorar o dinheiro e recursos em caixa.

Manter os registros com o nível de detalhes e ter um bom plano de contas é primordial para análises.

Quais são as análises mais comuns realizadas

Você já tem uma base de informações sobre as entradas e saídas do seu caixa e chega a hora de analisar.

O que você deve olhar? Segue os principais pontos:

  • Analise o comportamento das entradas de caixa: procure identificar a constância ou picos de entradas, prazo entre a venda e principalmente o impacto da inadimplência nos recebimentos.
  • Analise o comportamento das saídas de caixa: identifique as mais representativas, a periodicidade de pagamentos e se são fixas ou variáveis às receitas.
  • Saldo de caixa: verifique em quais momentos o saldo de caixa se reduziu ou ainda que você necessitou recorrer a bancos.

Feito isso vamos a ação para tornar o Fluxo de Caixa mais eficaz.

Ações no Contas à Receber

Cuidar das contas à receber é algo que depende muito da ação interna. Se a empresa afrouxar um pouco o seu controle, a possibilidade de ir mal é grande.

1ª Dica: Faça o faturamento andar mais rápido

Normalmente o prazo de pagamento ocorre em função do faturamento da empresa para o cliente.

É importante entender o caminho de um pedido de compra até o faturamento e fazer isso ficar mais rápido.

Muitas empresas levam de um a dois dias para faturar, fazer isso de imediato fará o seu prazo de recebimento recuar esse tempo que economizar.

O efeito positivo disso é ainda maior com a fidelização do cliente que receberá antes pela sua compra.

2ª Dica: Revise como você financia uma compra

Quando você dá prazo para pagamento de uma compra para o cliente, você atua como um financiador para aquela compra.

Revise a forma como você faz isso, se o prazo médio é longo procure formas de receber antecipado. Uma boa alternativa é ter parceria com uma instituição financeira, no intuito dela manter o prazo ou até alongar e sua empresa receber à vista.

Outra alternativa é incentivar pagamentos antecipados, isso pode ser feito oferecendo alguma condição mais vantajosa para a empresa.

3ª Dica: Cuide da inadimplência

Cuide bem da inadimplência mas não para ela crescer!

A inadimplência é algo que precisa ter gestão e atenção diariamente.

Uma solução bastante utilizada é estabelecer uma régua de cobrança. Régua de cobrança é composta por ações que devem ser realizadas antes e durante um recebimento e na ocorrência da inadimplência.

Na prática, como ela deve ser iniciada antes do vencimento, ela já elimina uma série de falta de pagamentos por esquecimento e também realiza ações imediatas no caso do pagamento não ocorrer.

Este texto tem excelentes dicas de como criar régua de cobranças efetivas.

Ações no Contas à Pagar

Existe uma série de ações sobre o Contas à Pagar que não é deixar de comprar, embora essa seja também uma boa opção se a despesa não fizer sentido com o negócio.

Bem, ao contrário do Contas à Receber, no Contas à Pagar todas ações sinalizam para o aumento do prazo e adequação dele aos recebimentos. Vamos as dicas:

4ª Dica – Mantenha as contas em dia

Pode parecer um pouco óbvio mas essa dica é simples. Pague as contas em dia.

Qualquer conta que se pague atrasado incorrerá em juros, e se não houver o controle corre-se o risco de ver essa despesa desagradável aumentar a sua participação.

Saber e controlar a data de pagamento ajudará também a você ter visibilidade do fluxo de caixa correto e pensar em alternativas para pagá-las no prazo.

5ª Dica – Renegocie prazos de pagamentos curtos

Se você tem contas com prazos muito curtos de pagamento, isso poderá ser um problema para o seu caixa.

Avalie todos os prazos e tente alonga-los com o fornecedor. Isso ajudará no seu ciclo financeiro.

Neste momento de renegociação você também deverá entender se existe desconto para pagamento antecipado.

Se o desconto for bom, considere alongar o prazo de algumas contas e antecipar o pagamento de outras que ajudará a reduzir o seu custo.

6ª Dica – Concentre pagamentos em uma única data

Outra estratégia de sucesso que alguns setores e empresas conseguem fazer é concentrar os pagamentos em uma única data.

Essa data tem que fazer sentido com o recebimento dos clientes para evitar que falte caixa.

Com isso é possível ter uma ótima previsão para os pagamentos do mês, reduzir o esforço de conciliação bancária e ainda poder usar a data de forma estratégica para sempre ter caixa.

Ações no Enquadramento tributário

Outra forma de ajudar o caixa da empresa é o enquadramento tributário.

Digo isso pois os impostos representam sozinhos uma parcela considerável dos desembolsos da empresa, possuem data liquida e certa para pagamento e não é possível negociar a melhor data.

A boa notícia é ser possível fazer escolhas para minimizar o seu impacto, seja com relação ao valor pago, como a apuração e a forma de pagamento.

E nesse ponto o objetivo deve ser não somente diminuir os impostos como também retardar a obrigação, vamos ver como fazer isso.

7ª Dica –  Escolha um enquadramento tributário que reduza a carga de impostos.

Existem três enquadramentos tributários principais para as empresas;

  • O Simples Nacional que unifica a guia de pagamento dos principais tributos de uma empresa utilizando uma alíquota de acordo com a faixa de faturamento;
  • O Lucro Presumido que usa uma presunção de lucro através de um % do faturamento para definir a base de cálculo de IRPJ e CSLL e;
  • O Lucro Real, onde a base de cálculo para IRPJ e CSLL é o resultado apurado pela contabilidade.

A descrição resumida acima não dá a dimensão de todas as diferenças entre os enquadramentos, por isso indico a leitura do texto sobre as diferenças entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

O fato é que sempre, simulando os três enquadramentos e considerando todos os impactos, o valor a ser pago é diferente.

Tendo em mente isso, é importante escolher um enquadramento que reduza os tributos e revisa-lo sempre que fizer sentido ou que se altere as condições da previsão.

Mas, atenção! A escolha é válida por todo o ano fiscal, então é preciso se antecipar e fazer as simulações considerando as expectativas para o próximo ano fiscal.

8ª Dica – Defina o método de apuração de impostos

Como mencionei mais acima, minimizar os impostos não é o único objetivo de um planejamento tributário.

Pode ser também retardar a obrigação tributária.

Para isso é preciso definir o método de apuração de impostos.

No Lucro Presumido e no Simples Nacional é possível escolher entre os métodos de Competência e de Caixa para a apuração.

No método de competência, o mais comum, normalmente os tributos são pagos no mês subsequente do fato gerador, ou seja, do faturamento da venda.

Já no método de caixa, os tributos são apurados e pagos após o recebimento da venda. Isso é uma grande ajuda ao caixa, não é mesmo?

É claro, isso exige um controle rígido sobre os recebimentos e um alinhamento com o seu contador.

Já para quem opta pelo Lucro Real, pode escolher entre os métodos de apuração Real Anual ou Real Trimestral, e sua escolha deve ser também pensada pois pode interferir nos valores pagos mensalmente pela empresa.

9ª Dica – Avalie mudanças societárias que permitam a otimização

Outra forma de melhorar o caixa da empresa, é através de uma reorganização societária dos negócios da empresa.

Pode ser que a empresa tenha o seu principal negócio uma Indústria que venha prestando serviços aos seus clientes.

Dividir as operações pode ajudar a empresa a escolher o enquadramento tributário adequado para cada negócio.

Como no exemplo, pode fazer sentido o negócio industrial ser do Lucro Real (normalmente indústrias possuem uma baixa margem de lucro) e os serviços optarem pelo Lucro Presumido.

É claro, é preciso fazer essa análise com bastante atenção para levantar e considerar todos os efeitos.

Tenha o apoio de um contador

Por fim, nossa última dica (a décima, a mais do que prometemos) para aumentar a eficácia do fluxo de caixa, é o apoio de um contador.

Ele poderá, com sua experiência explicar as demonstrações contábeis e como fazer a integração destes relatórios com o fluxo de caixa gerencial.

Empreendedores que conseguem atrelar a informação gerencial com os relatórios contábeis conseguem utilizar melhor a informação disponível para o desenvolvimento de seus negócios.

Além disto este profissional poderá ser essencial para um bom planejamento tributário, pois é necessário, na análise, incluir todos os efeitos positivos e negativos da escolha.

5 fatores internos que podem elevar a competitividade de sua empresa!

Competitividade Empresarial: Este é um daqueles temas muito discutidos nos Telejornais e nos Fóruns Empresariais, sempre atrelado a assuntos como Taxa de Câmbio, Políticas de Importação e Exportação, Custo Brasil entre outros, mas o que pouco se fala, é, como ser competitivo mudando aquilo que está a nossa disposição – a empresa.

Neste artigo vamos discutir sobre o assunto, o que é competitividade empresarial, a sua importância para os tempos atuais e principalmente, quais os 5 fatores que precisam estar na pauta de qualquer empresário.

Vamos juntos neste texto.

Continue Reading –